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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A IMPORTÂNCIA DOS DENTES DE LEITE



Tratamos os dentes decíduos, comumente chamados de dentes de leite para que a criança seja um adolescente e depois um adulto com a boca saudável, sem cáries, sem doenças gengivais e com uma boa mastigação, deglutição, fonação e estética.Os dentes de leite são importantes, pois preparam o caminho para a erupção dos dentes permanentes, servindo de guia para esses nascerem de forma correta. A perda prematura dos dentes decíduos, ou de leite, é considerada hoje em dia como um dos fatores de origem e desenvolvimento de uma articulação anormal dos dentes permanentes ou definitivos. Os dentes de leite começam a erupcionar por volta dos 4 a 6 meses, somam um total de 20 dentes e espera-se que aos 2 ou 2 anos e meio de idade todos os dentes de leite estejam em ação.

Os dentes de leite também têm cáries? 

Sim. A cárie dentária é uma doença transmissível, causada pelas bactérias da placa bacteriana, que transformam os açucares da dieta alimentar em ácidos que atacam os dentes.

O que é a placa bacteriana? 

É uma película viscosa, composta por bactérias, que adere aos dentes. A placa bacteriana produz ácidos que atacam os dentes e as gengivas.
É fundamental a orientação dos pais, sempre reforçada pelo pediatra, para criar e estimular hábitos saudáveis quanto à saúde bucal de seus filhos. Exemplos: frequência de escovação, hábitos alimentares, uso do fio dental, medidas preventivas e visitas regulares ao dentista.

Dicas aos pais: 

* Até os 6 meses de idade, o ideal é uma alimentação exclusivamente com leite materno, o que retarda a ingestão de alimentos açucarados e a superalimentação.

* Quanto mais tarde o contato da criança com o açúcar, melhor. Crianças com contato precoce com açúcar tendem a recusar alimentos mais saudáveis.

* Os pais devem supervisionar a escovação das crianças ao menos 3 vezes ao dia (depois do café da manhã, do almoço e do jantar)

* Um creme dental com gosto agradável pode facilitar o aprendizado com a escova, mas evite que a criança engula a pasta de dente.

* Evite o consumo exagerado de balas, doces, chocolates fora de hora. É melhor oferecer como sobremesa, higienizando logo após.

* A frequência com que ingerimos açúcar é mais prejudicial para os dentes do que a quantidade.

* Não deixe de visitar o odontopediatra a cada 6 meses para tratamento preventivo, como flúor, selantes e reforço nas orientações de higiene bucal.
* A própria mãe, muitas vezes, acaba passando a bactéria para a criança. Os pais não devem, por exemplo, soprar ou provar a comida do filho ou beijar a criança na boca.
É importante identificar quando o primeiro molar permanente aparece (por volta dos 6 anos de idade). Esse dente não é trocado como os dentes de leite, e a higienização bucal deve ser bastante efetiva para que esse dente permaneça na boca ao longo da vida desta criança. Se conseguirmos manter uma criança sem cáries, ela provavelmente nunca mais as terá, nem na adolescência, nem na idade adulta.
Podem ter certeza que seus filhos agradecerão!



FONTE: ABC DA SAUDE

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A RESPIRAÇÃO BUCAL E AS DEFORMIDADES DENTO-FACIAIS



Atualmente, os problemas respiratórios na infância estão cada vez mais freqüentes, porém pouca gente sabe, da relação desses problemas, principalmente nas crianças que respiram constantemente pela boca, com os problemas ortodônticos, a maloclusão dentária.
A respiração é junto com a mastigação, um dos principais fatores que contribuem para o correto desenvolvimento dos ossos maxilares e conseqüentemente um correto posicionamento dos dentes.
Quando a criança passa a respirar pela boca, várias alterações começam a ocorrer:
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Passa a manter a boca aberta a maior parte do tempo
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A língua passa a ficar mais baixa, junto ao assoalho da boca, em contato apenas com os dentes de baixo
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A criança, para facilitar a respiração bucal, projeta a cabeça para a frente, esticando o pescoço,mudando a postura da coluna cervical
 Essas alterações, junto com a inversão da passagem do ar (o ar passa a entrar e sair pela boca e não pelo nariz) aos poucos vão trazendo alterações para os ossos maxilares, para as arcadas dentárias e para o posicionamento correto dos dentes.
As principais alterações que vemos são o céu da boca alto e estreito, as mordidas cruzadas (quando os dentes de cima encaixam por dentro e os de baixo por fora) que podem ser uni ou bilaterais, as mordidas abertas (quando os dentes da frente não se tocam, ficando um espaço entre eles), os apinhamentos dentários (pela falta de espaço os dentes ficam amontoados) e as retrusões mandibulares (falta de crescimento da mandíbula, o osso onde ficam os dentes de baixo, deixando um espaço horizontal grande entre os dentes anteriores de cima e os de baixo).
As causas principais do aparecimento da respiração bucal são as obstruções das vias aéreas superiores, e podem ser devido à:
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Obstruções nasais por alergias (Rinites e Rinossinusites)
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Hipertrofia de cornetos
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Desvio de septo
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Adenóides aumentas
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Amídalas aumentadas
 A respiração bucal, hoje, pelo conjunto de sinais e sintomas associados a ela, é conhecida como a Síndrome do Respirador Bucal.

O respirador bucal além das características descritas acima ainda apresenta uma face característica, com:
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Nariz estreito
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Narinas afiladas
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Lábio superior curto
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Boca entreaberta
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Olheiras acentuadas

Também pode apresentar baixo rendimento escolar, ser irriquieto, sonolento, apresentar cansaço intenso com pouco exercício físico, Ronca e baba a noite e é um forte candidaqto a apresentar apnéia do sono, ainda na infância.
É um problema sério, que envolve para o seu tratamento, vários profissionais. Em geral, o tratamento da respiração bucal envolve os médicos,principalmente o Otorrinolaringologista, que vai tratar as causas da obstrução nasal, o Ortodontista ou Ortopedista dos maxilares que vai atuar nas seqüelas bucais da respiração bucal, corrigindo os dentes e arcadas dentárias, bem como Fonoaudióloga e Fisioterapeuta.
Como toda alteração que envolve o crescimento e desenvolvimento dos ossos maxilares e arcadas dentárias, o tratamento ortodôntico das seqüelas da respiração bucal deve ser o mais precoce possível, mesmo enquanto a criança ainda tem os dentes de leite, para que essas alterações não se perpetuem durante o crescimento da criança, tornando mais difícil seu tratamento no futuro. 

FONTE: ABC DA SAÚDE

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Psicologia e Odontologia



Atualmente os tratamentos odontológicos não se restringem tão somente a restaurações, próteses, cirurgias, etc.; um tratamento dentário vai muito além da execução de um procedimento clínico.
Com o passar dos anos, os profissionais de saúde foram percebendo aumentava o número de pacientes que tinham problemas de saúde resultantes de seus hábitos e estilo de vida.
Essa conscientização foi aumentando coforme se percebia, cada vez mais , o paciente  de forma integrada corpo-mente; deixando mais e mais pra trás a visão de separação destas entidades.
Hoje, o profissional que não entender o seu paciente nos aspectos biológico, comportamental, social, ambiental, emocional e cognitivo não consegue realizar uma reabilitação oral de qualidade e êxito.
Sintomas como dores de cabeça; dor muscular na face, cabeça e pescoço;  ruídos nas articulações da ATM, dor nos ouvidos, zunidos, bruxismo, etc; podem estar associados a aspectos subjetivos como por exemplo o stress. Questões com  ansiedade, depressão, uso abusivo de drogas, eventos da vida como novo trabalho, casamento, divórcio e morte devem ser indagados pelo dentista já no primeiro contato com o paciente. As respostas contribuirão para o sucesso do tratamento.
Talvez seja o stress um dos maiores complicadores na odontologia na atualidade, pois muitos profissionais ainda não consideram o estilo de vida do paciente no planejamento do tratamento assim como o paciente muitas vezes não concorda que necessita da ajuda de um Psicólogo para tratar problemas bucais.
Sabe-se ainda que o stress, que não pode ser superado de forma eficaz, conduz a tensão sobre os músculos que atuam na mastigação.Ele surge de obstáculos internos e externos que impossibilitam o indivíduo de alcançar seus objetivos e satisfazer suas necessidades. Portanto, aprender a superar adequadamente o stress ou a tensão é de suma importância para o paciente.
Então, se você apresenta um estilo de vida estressante, não deixe de compartilhar isso com seu dentista. Fazendo isso você certamente vai sorrir em plenitude!

Fonte: Seger L. Psicologia e Odontologia: uma abordagem integradora.São Paulo: Santos; 1998.

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